A experiência

“No dia em que cheguei na França, fazia frio fora e também dentro de casa, onde a temperatura não passava dos 18°C. Na Rússia, não deixávamos a temperatura interior baixar dos 22°C. Agora que eu já me acostumei com a baixa temperatura nos ambientes fechados na França, basta colocar um casaquinho e pronto, haha. Mas eu conheço muitos russos que ainda passam frio por aqui. É um erro achar que os russos gostam do frio, mas longe disso: apenas sabemos como lidar com isso. Naquele meu primeiro dia na França, eu simplesmente acendi o fogão para aquecer as mãos, ao que a minha sogra francesa reclamou:

-O que você está fazendo? O gás na França é muito caro! “

Local Bretanha, França

Data 2018

Quem conta

Irina é uma jovem russa chegando aos trinta. Ela é casada com um empreendedor francês, para sua grande felicidade. Ela estudou o método de ensino Montessori em Singapura, e atualmente cuida de sua filha ao mesmo tempo em que administra sua pousada e também a sua filial russa de distribuição de vinhos.

O que você pensa disso?

Catherine, francesa (2004) : “Esta história me lembra a época em que eu morava em Nankin, no sul de Yangtsé. Não acendíamos jamais o aquecedor na universidade, salvo na ocasião de visitas oficiais. Eu trabalhava na universidade, e quando eu chegava na sala de aula pela manhã, as janelas estavam escancaradas, para arejar o ambiente. Eu corria para fechá-las. Também não havia aquecedor nas casas. Sendo alunos estrangeiros, nós vivíamos num ambiente privilegiado, com aquecedor, o que não era o caso dos demais estudantes. Fazia muito frio nos dormitórios também.

Nas salas de aula, os estudantes usavam casacos, luvas e gorros. Eu levava minha garrafa térmica de chá, passava muito frio também. Um dia, eles me convidaram: ‘Vamos para a biblioteca?’

- Ela é aquecida?

- Não, mas como somos muitos, fará mais calor!”